CTP BASICO HINOR - parte 3

formas de distorções, e algumas delas têm mais importância que outras. Normalmente,
procuramos ter o menor nível de distorção possível, mas às vezes ela é até
desejável, como no caso do  som das guitarras elétricas.

Máxima Excursão Linear

A máxima excursão linear indica quanto o cone ou membrana de um alto-falante pode se deslocar para
dentro e para fora, sem provocar grandes distorções.

Máxima Excursão Mecânica

É a máxima excursão do cone sem provocar danos ao alto-falante. Normalmente, é determinada pelo
deslocamento máximo da bobina móvel, sem que ela bata na arruela inferior do alto-falante.

Como Avaliar um Alto-Falante

Como Reconhecer um Bom Alto-Falante

Todo bom alto-falante possui um projeto adequado à sua aplicação, ou seja, características específicas de uso.
Além disso, os materiais e adesivos (cola) utilizados na sua construção e os processos empregados na fabricação são decisivos para a qualidade final. E para avaliarmos esta qualidade, é importante observar dois fatores:

Fatores Mecânicos

Estão relacionados com as partes móveis do alto-falante, como o cone, a suspensão, a centragem e a bobina
(citados na apostila 1). Estes componentes devem resistir às forças aplicadas, sem que ocorram alterações ou
sofram danos permanentes em suas características. Daí a importância de se utilizar materiais de ótima qualidade.

Fatores Elétricos

Estão relacionados com a temperatura máxima a que a bobina móvel pode chegar, sem sofrer nenhuma alteração ou dano. Tal fator depende basicamente do tipo de fio utilizado e do material do corpo da bobina. Como as partes móveis normalmente são bastante resistentes (só se alteram com potências muito elevadas), podemos considerar a temperatura da bobina como o principal fator limitante da potência nominal de um alto-falante. Nos alto-falantes HINOR são utilizados adesivos de alta temperatura para a colagem do fio e do corpo da bobina (185ºC nas bobinas de corpo de alumínio, e 250ºC nas de corpo de unisheet).

Como Realizar uma Boa Instalação

Fiação e Suas Medidas
De um modo geral, os fios de alimentação devem ser puxados diretamente da bateria, com porta-fusível na distância de no máximo 15 cm do pólo dela. Todas as emendas e terminais deverão ser soldados, para evitar maus contatos e oxidações que causam perdas de tensão.
Nos amplificadores do tipo booster (com transformadores de saída ou entrada alta do mosfet), os fios de entrada deverão ser mais finos que os fios de saída para os alto-falantes, ou de cores diferentes. Isto ajudará na identificação das funções dos fios na ligação do amplificador, lembrando que a corrente de entrada é menor que a de saída.

Os fios de alimentação do TF ou CD poderão ser os do plug original do painel. Na falta deles, puxe-os diretamente da bateria (1,5 mm) e nunca corte ou use outros fios do carro, porque o proprietário poderá perder a garantia do veículo, o que causará grande transtorno. Use sempre o complemento do plug original.

O fio de alimentação do remoto ou antena elétrica poderá ser fino (de 0,5mm a 0,75mm), porque a corrente é
muito baixa. A bitola dos fios de alimentação positivos e negativos é calculada usando-se a margem de segurança de 5 ampères por milímetro quadrado da seção transversal de um fio.

CÁLCULO:
 
Ex.: Dois amplificadores que usam fusíveis de 15 A

15 + 15 A = 30 A
30 A 5 A = 6 mm quadrados.

Use sempre o padrão de cores para a ligação dos fios.

Positivos.
Branco – Falante dianteiro esquerdo (DE).
Cinza – Falante dianteiro direito (DD).
Verde – Falante traseiro esquerdo (TE).
Roxo – Falante traseiro direito (TD).

Todas as cores acima que tenham listras referem-se a fios negativos.

Negativos.
Azul - LD do remoto ou antena elétrica.
Vermelho - Geralmente pós-chave ou posição acessórios.
Amarelo - Geralmente positivo ou VCC constante.
Preto - Nos aparelhos sempre será o negativo.
Marrom - No chicote dos carros este é o negativo. É geralmente mais
grosso, ficando o preto para alimentação das lanternas. Preste atenção,
porque pode variar de um fabricante para outro.

Consulte sempre o manual do produto a ser instalado, porque poderá ter sido usado outro padrão. Isso costuma geralmente acontecer em aparelhos importados.

Polarização

Em um chicote, polarizamos todas as cores lisas como positivo ( + ) e as de listras como negativo ( - ).
Se houver somente cores lisas, as cores mais claras ou vivas serão os positivos e as cores escuras, os negativos.

Amplificadores

Os amplificadores devem ser instalados em lugares com boa ventilação, nunca embaixo do carpete. (Imagine você correndo no sol forte usando malha de lã!...)‏

São aparelhos que amplificam o sinal de entrada, e podem ser encontrados em dois tipos básicos no mercado.

Os do tipo booster - são amplificadores baseados em transformadores
que amplificam os sinais já amplificados (saída de rádios). Quando estes Sinais produzem ruídos, estes são amplificados, podendo até causar a Os do tipo mosfet - que amplificam os sinais pré-amplificados, e que geralmente têm pouca distorção. Basicamente, têm uma fonte que transforma os 12V da bateria para 70V em média, e sua saída é transistorizada. Os amplificadores deste tipo são apenas aqueles que usam MOSFET na conversão de tensão e/ou no estágio de saída. Podem liberar uma potência de 1000 Watts a 1 Ohm, e têm regulagem de ganho que controla o nível de distorção. São classificados no mercado em classe AB, com 50% de eficiência; classe D, com até 95% de eficiência; e classe T, com 98% de eficiência. Os amplificadores classe D são usados somente para sub-woofers. Também existem amplificadores com saída a transformador, que têm entrada RCA para trabalhar com sinais de pré-amplificador. Trata-se de uma evolução neste tipo de sistema, que dá mais qualidade ao produto. A melhor maneira de descobrir se um amplificador é de boa qualidade, é medindo sua distorção e resposta de freqüência com a ajuda de um osciloscópio.

Medindo a distorção

Injeta-se um sinal senoidal puro, com freqüência de
1000 Hz na entrada do amplificador, e verifica-se o
mesmo sinal na saída. Este deverá ter somente sua amplitude alterada, aumentando-se o ganho até o ponto em que a onda comece a quadrar. Deste ponto em diante só acontecem distorções, que são responsáveis pela queima do alto-falante e perda do SPL. O ouvido pode perceber as distorções.

A maioria das distorções é provocada pela não-linearidade (falta de fidelidade na reprodução dos sons)

Medindo a Resposta de Freqüência

Através da onda quadrada é possível examinar a resposta de um amplificador.

Aplica-se uma onda quadrada perfeita e verifica-se o sinal de saída do amplificador:

Alteração no canto esquerdo - corresponde à freqüência dos agudos.
Alteração na parte central - corresponde à freqüência dos médios.
Alteração no canto direito - corresponde à freqüência dos graves.

Dessa forma, qualquer redução ou irregularidade em qualquer uma dessas áreas será denunciada pela deformação nesses pontos.

Gerador de áudio



Fonte HINOR ALTO FALANTES